domingo, 17 de fevereiro de 2013

Pequenos sentimentos, grandes negócios

Incrível como eu gosto de falar sobre a minha ausência de tanto tempo, justificá-la, prometer não morrer no vácuo da falta e da preguiça, escrever sobre o mesmo assunto de sempre basicamente, e sumir outros tantos dias. Dias esses que me fazem perder os poucos leitores que me visitam sempre... I'm back e eu sei que não sei quando será meu novo retorno... Enquanto estou por aqui ainda, tive uma ideia bem excêntrica de escrever sobre um ex-namorado que me durou exatos 1 mês e diria que foi o mais duradouro dos dois últimos anos. Me lembrei dele quando um amigo dele curtiu a minha perspectiva pra esse ano... Agora há pouco... Acho que rende... Enfim.

Nosso flerte começou muito mais do que de repente. Eu não esperava nem um pouco que a gente fosse acontecer, isto é, da primeira vez que nos vimos não pensei em nada. Nos conhecemos e aposto que ele não me levou a sério, foi na segunda vez que nos vimos que ele se interessou. Existiam algumas barreiras na época e a dificuldade calhou, como todo ser humano que se preze, isso instiga, isso move, isso faz um abarrotado de coisas dentro da gente. Nós embarcamos e tudo foi intenso. Ele era exatamente o que eu queria, e tudo parecia perfeito, mais perfeito do que Temaki de salmão com cream-cheese e cebolinha, do que Nutella, do que eu podia esperar somente por na época eu não estar esperando porra nenhuma de porra nenhuma. O pedido de namoro calhou depois das três semanas de flerte com beijo, paixão e tesão. Era intenso... O pedido de namoro foi inesquecível e talvez eu só lembre dele com um sorrisinho daqueles sem graça porque ele se deu o trabalho de me levar em uma praça dessas que o pôr-do-sol é maravilhoso, me deu flores, e me levou pra lanchar. Ok, ele acaba com esses sorrisinho quando me faz lembrar que disse que tudo isso só existiu porque ele é assim, e que o sentimento por mim não tem nada a ver com esse cavalheirismo todo. Uma semana depois, ele terminou comigo. Pela primeira vez depois de vários e mais vários amores, querendo ou não, aquele estava sendo o mais bonito e mais significativo, e eu estraguei de um modo que refletiu nele estragando, de fato, tudo... Eu quis morrer... Quis e não porque eu estava o adorando demais e ele havia quebrado as minhas pernas, mas porque ouvi que eu era "desligada, louca, ciumenta, infantil" e isso me fazia ter a sensação de que eu era um monstro desses que a arte moderna é capaz de inventar.

Devo dizer que depois de ouvir tudo que eu ouvi, e de ter sido baqueada pelo primeiro término por insuficiência, incapacidade ou sei lá qual nome se dá a essa sensação/ocasião, eu lidei pela primeira vez com aquilo que chamam de se adaptar ao outro, de viver intensamente o início de uma relação com uma pessoa que você não conhece e sabe menos do que deveria saber para concluir que a entrega é realmente uma benfeitoria. Não foi, obviamente. Eu sofri por um estranho, mais do que isso, hoje eu não me reconheço nesse filme, talvez o que tudo isso me agregou como garota, como mulher, em todos os aspectos, sejam relacionamentos, carreira ou estudos me fazem olhar para essa história como uma estranha e não realmente o que eu sou. Eu me vejo como uma garota que acreditava ser grande para seu campo de visão, mas na realidade era tão pequena quanto essa visãozinha. Não gosto muito desse verbo, mas "explanei", rejuvenesci e acredito hoje que isso se faz quando você se permite olhar o ponto de vista do outro e acatar, ou não, pra sua vida... Vou morrer te achando um idiota por justificar o término de um modo muito irrepresentável, mais do que a minha capacidade de saber que não se mata aula por amor, que não se mendiga atenção, que não se conversa com quem não quer conversar...

Hoje, posso dizer com autonomia sob o quanto um pseudo amor de menos de meia estação me fez crescer e enchergar o quanto é fundamental criar prioridades e não esquecê-las quando as emoções borboletam o estômago. Não é posteriorizar os sentimentos, é saber se adequar até aonde for possível, pra que não atrapalhe o resto. Devo dizer que continuo me adaptando as pessoas e como todo mundo, mostrando meus melhores defeitos e qualidades. Somos todos irreversíveis e os melhores, nisso de emoldurar a melhor parte de si para se dizer no mundo.

Bem... Quando eu comecei a escrever, não era isso que eu ia dizer, mas já desabafei e sei que isso irá repercurtir no inbox do facebook, mas devo dizer que mais do que te conhecer e junto disso conhecer uma galera totalmente diferente de mim em alguns, muitos aspectos, eu fiquei desconfigurada para me adaptar com o novo e tenho certeza que toda postura de lady que eu tive com você, não tive com o resto, talvez de algum modo sim, mas por ser atípica demais praquilo. Eu amo o meu oposto e não sei lidar com ele. Talvez eu saiba mas eu tenho tanto medo de me dizer, seja editando ou não, que eu chego a achar que isso é um desafio daqueles que não se sabe sequer por onde começar. Vou dizer, me encantei dia desses por um desses novos que me apareceu e eu não soube lidar com ele, não sabia sequer como flertar com ele, caiu no esquecimento porque eu simplesmente não sabia conversar com uma pessoa que curte coisas que sequer sei dizer o que são... Eu desfaleci, descompassei... Esqueci... E sinto tanto por ter acabado.

Hei de vencer no ramo e no mínimo conquistar pessoas pra vida inteira nele.

(Ufa, gorfei.)


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