quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O Fabuloso Destino de Nós Todos

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain me inspirou a vir aqui jogar os dardos mais uma vez. (Eu gosto de vir vez e nunca, descobri isso neste instante. Minhas "epifanias" ficam ecoando todo o tempo na minha cabeça enquanto eu não postar a próxima, e assim sucessivamente. É bom, dá tempo de descobrir que cada texto carrega uma imensidão de espaços gritantes e significativos.)

Amelie Poulain me resplandece a sensação de que não podemos nos esquecer de nós mesmos, nem quando a gente vê que nossos vizinhos também precisam deles mesmos, mas se quer sabem o que isso significa. Nem Amelie, que os ajudava  descobriu sem ajuda que não podiamos esquecer do nosso eu-lírico, a única coisa que realmente carregamos com a gente.

No filme, ela, Amelie, joga a moeda no chafariz da vida de algumas pessoas que ela vê na lanchonete que trabalha, no condomínio que mora, na rua, ajuda um cego a atravessar e conta pra ele sobre tudo que se passa a sua volta enquanto caminham pela calçada, e tudo isso se somatiza de uma forma plena na vida destes. Isso é tão bonito que soa mais poético do que o cenário, as roupas e a nacionalidade francesa do filme, que não só no filme mas na vida real a gente não vê mas, é tão simples.

Hoje mesmo, li numa tira que dizia sobre deixar de querer mudar o mundo e aprender a mudar a si mesmo. Desde a época que escolhi ser jornalista, em que eu queria mudar o que o mundo não proporcionava de correto e coerente para as pessoas, de lá pra cá, passei a encarar a vida de uma forma mais sorridente para mim mesma. A gente sempre precisa viver um turbilhão de coisas por um tempo, até que você já descobriu tanto a ponto de apenas estar faltando colocar em prática dentro de você mesma e declará-las às pessoas, você coloca, declara e vê que já pode divagar por novas terras sem medo nenhum. Isso me proporcionou uma liberdade muito grande para olhar para os meus sonhos de um jeito mais vistoso e agradável, sem precisar de muitas coisas, somente de boa vontade. Este filme me vem sobre a Amelie esquecendo de si mesma e eu esquecendo das pessoas lá fora de modo muito coerente: a introversão.

É engraçado pensar na Amelie introvertida porque esqueceu de si mesma, porque introversão soa alheio aos outros, mas digo de modo a divagar tanto na alucinação de poder devolver a ultima peça do quebra-cabeça das pessoas a ponto de esquecer da sua própria ultima peça. Me sinto meio taxativa quando conto para mim sobre mim, não somente porque na última terapia parecia estar tudo no lugar aqui dentro, mas porque a mente geralmente é cruel com o que estamos sentindo. É conflitante ver o que se chama razão no ringue com as emoção mesmo sem ter acontecido nada de grandioso, apenas o cair e nascer de alguns dias. A vida, as vezes, parece pedir mais senso crítico para essas questões concretas que a gente lida ao longo dos dias e eu esqueço demais. Totalmente introvertida e alheia ao mundo real, como Amelie.

É tanta gente falando de si, de amor próprio, ora sobre o lixo que é o governo, a religião, o futebol, que o mundo está realmente equilibrado - apurem o senso irônico de vocês. Um dizendo que ama a vida e a naturezas, e outros levantando a bandeira che guevaras, que fica indecodifícavel saber a que pé estamos. Não dá pra saber quem é que está alienado nesta Terra de Ninguém. De repente você tá pedindo pela educação, de repente pela sua felicidade, um pragmatismo paralelo.
Quem é mais feliz? Sei lá! Cada um faz jus do que lhe convém pra agora, de repente a gente descobre que, como li esses dias num muro, cada pessoa carrega um universo dentro de si, que só me faz acabar essa crônica sentada na calçada de uma rua movimentada analisando meticulosamente o semblante das pessoas e o que supostamente elas podem guardar dentro de si, que de todo modo, é uma caixinha denominada certezas duvidosas/dúvidas certas.


Na minha opinião, fica:


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Sobre o frio

De todas as coisas que aconteceram até agora, a única conclusão que eu pude tirar e ter certeza de que nunca será abominada, mesmo quando o sol voltar:
É complicado

É complicado viver e lutar pela vida harmônica e sagaz, em que tudo é feliz seja no sol da semana passada ou no frio do começo dessa semana. Estou aprendendo a viver no frio agora

"Nunca vi frio como esse na vida", eu disse hoje pra minha avó e ela retrucou "Ah, já vi piores"
De veras que uma senhora de duas gerações anteriores a minha já sentiu mais frio do que este que paira em SP desde segunda-feira e não pela questão climática em si, mas pela metafórica condição vivida hoje, está frio e eu não sinto a ponta dos dedos dos pés e das mãos, tanto quanto vejo minha cabeça girar 360º durante o dia todo e fervilhar as milhares de hipóteses pra fazer tudo raiar novamente, não depende de mim, tampouco de ninguém. O tempo modificará e se modificará.

Não, estou melhor do que pensava e achava que pudesse estar. Hoje, tenho motivos e agasalhos o suficiente pra não estar sentindo tanto frio quanto eu achei que sentiria. No calor, fui capaz de achar que morreria se visse os 7ºC que chegamos, morreria a qualquer momento e seria uma morte como a dos animais que vivem no pólos. Sinto um calor psíquico de pensar que desde que eu não tivesse sentido frio como agora, aprendi a lidar com algumas coisas, como sobre o quanto é positivo saber não pisar nas poças de água na rua pra não molhar os sapatos e as meias suicidando as pontas dos dedos dos pés. A gente sempre sabe lidar por instinto (ou por aquisição) com momentos que nunca nos ocorreram, ou achamos que sabemos, e eu estou sabendo lidar com o frio. Inclusive acho essa temperatura baixa tão inusitada que gostaria que ela ocorresse assim surrada de vez em sempre, pra vida não perder a graça

Ontem, foi cedo, a caminho do trabalho que uma lágrima escorreu e eu pude pensar sobre o quão divino é a loucura de viver essa possibilidade de mudarem as condições climáticas independente das estações. Isso é uma grande loucura e devemos admirá-la somente por agraciar a vida de um jeito inesperado. Sol e chuva inesperado é sempre um espanto cômico pra quem não escolheu a roupa certa pra receber o sol ou pra quem não estava com o guarda-chuva na bolsa quando começou a cair aquela garoa fina ou aquela chuva insana.

Adorei o frio, adorei mesmo, achei que foi um divisor de águas pra eu conhecer a dádiva de usar meus casacos novos e admirar as pessoas que até mesmo dentro de um transporte coletivo ficam mais sofisticadas.

Posso ver esse frio de uma forma mais benéfica para mim mesma quando eu for viajar para o RS:
Estarei preparada!
Além do mais, não vejo a hora...






quinta-feira, 27 de junho de 2013

A dois passos do paraíso

Nada que um grande personagem do cenário jornalístico não te devolva o espírito que lhe foi roubado pelo “circunstancial”. Nada mais cômico do que se encantar por um professor que me deu exame na faculdade no lugar da professora verdadeira (que me dava a matéria) por ser o que eu precisava para reviver minha paixão por esse lado da minha vida, meu ‘Gabipolar’.

Me acendeu a luz no final do túnel e não era um trem, era a claridade para dias mais lúcidos no caminho do Jornalismo. Foi incrível ouvir dele sobre o 'insight', aquilo que acontece quando de repente estala na mente uma ideia nova de assunto e você pira nela a ponto de se achar a nova Glória Perez com mistura de Arnaldo Jabor e Pedro Bial (já que os brasileiros veneram, quem sou eu para julgá-los blasé?).

O estalo pra quem escreve é um acontecimento tão emocionante quanto subir na cúpula do Congresso e postar o ato de manifesto no Instagram, sendo você um ator global, isto é, da rede mais prostituída pelo governo.

Acho que o meu impulso para manter esse blog vivo - em coma não deixando que desliguem os aparelhos -, é o meu amor pela escrita e suas ramificações. Sempre falo sobre o meu amor pelas metáforas e tenho descoberto elas cada vez mais presentes na música brasileira, nas filosofias interessantérrimas que tenho lido, e nas pessoas.

O grande lance de conhecer um cara desses, típico o do Roberto Carlos naquela música que as tias e avós amam, é que ele te diz o segredo do sucesso como quem te responde que horas são no meio da rua. O mundo precisa realmente de pessoas inteligentes que tenham insights digno a pousarem na mesma prateleira que Björk, Freud, Aristóteles-Sócrates-Platão, Cazuza, Nelson Mandela, Geraldo Vandré em ‘Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores’ e Chico Buarque em ‘Afasta De Mim Esse Cálice’ (meu psicólogo, Martha Medeiros e Chorão, Osho, particularmente).

Descobri todas essas ‘coisas’ e tive que vir escrever aqui para lembrar para mim mesma quando eu ler este texto novamente, e para as pessoas que se dispõem a ler o que escrevo:

Nós precisamos deixar de ser tão manipulados pelo convencional. A gente nasce com princípios morais que reduzem a nossa existência à pó, e nós passamos a vida inteira achando que tudo isso é o que realmente devemos ser. Eu sempre me pergunto sobre quando eu morrer, o que eu devo fazer agora para ser lembrada e eternizada, e talvez eu tenha a resposta bem na ponta do meu nariz.
O universo sideral é tão grande, logo, porque não nos compararmos a ele quando formos pensar no tamanho que a nossa imaginação e a nossa existência tem? A vida é realmente muito complexa e existem milhões de nuvens que nos impossibilitam a enchergar esse céu com os olhos. É questão de imaginar e de se propor a nos descobrir, para então descobrir o mundo, do que ele precisa, e ajudá-lo. Ajudar faz bem pra alma; revigora, envaidece, felicita, aprimora, é vitalício.

O nosso interesse por nós mesmos é primordial para que possamos nos ajudar e consequentemente, ajudar o mundo e as pessoas que habitam nele. Se nós estamos aqui pensando sobre isso, escolhidos já fomos, basta que comecemos a praticar essa loucura que é evoluir moralmente a nossa existência e o céu que está sobre às nossas cabeças.

Por essas,

Avante aos nossos sonhos!

Avante a nossa alma!

Avante a nossa existência!

Engenheiros do Hawaii - Somos Quem Podemos Ser

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Pequenos sentimentos, grandes negócios

Incrível como eu gosto de falar sobre a minha ausência de tanto tempo, justificá-la, prometer não morrer no vácuo da falta e da preguiça, escrever sobre o mesmo assunto de sempre basicamente, e sumir outros tantos dias. Dias esses que me fazem perder os poucos leitores que me visitam sempre... I'm back e eu sei que não sei quando será meu novo retorno... Enquanto estou por aqui ainda, tive uma ideia bem excêntrica de escrever sobre um ex-namorado que me durou exatos 1 mês e diria que foi o mais duradouro dos dois últimos anos. Me lembrei dele quando um amigo dele curtiu a minha perspectiva pra esse ano... Agora há pouco... Acho que rende... Enfim.

Nosso flerte começou muito mais do que de repente. Eu não esperava nem um pouco que a gente fosse acontecer, isto é, da primeira vez que nos vimos não pensei em nada. Nos conhecemos e aposto que ele não me levou a sério, foi na segunda vez que nos vimos que ele se interessou. Existiam algumas barreiras na época e a dificuldade calhou, como todo ser humano que se preze, isso instiga, isso move, isso faz um abarrotado de coisas dentro da gente. Nós embarcamos e tudo foi intenso. Ele era exatamente o que eu queria, e tudo parecia perfeito, mais perfeito do que Temaki de salmão com cream-cheese e cebolinha, do que Nutella, do que eu podia esperar somente por na época eu não estar esperando porra nenhuma de porra nenhuma. O pedido de namoro calhou depois das três semanas de flerte com beijo, paixão e tesão. Era intenso... O pedido de namoro foi inesquecível e talvez eu só lembre dele com um sorrisinho daqueles sem graça porque ele se deu o trabalho de me levar em uma praça dessas que o pôr-do-sol é maravilhoso, me deu flores, e me levou pra lanchar. Ok, ele acaba com esses sorrisinho quando me faz lembrar que disse que tudo isso só existiu porque ele é assim, e que o sentimento por mim não tem nada a ver com esse cavalheirismo todo. Uma semana depois, ele terminou comigo. Pela primeira vez depois de vários e mais vários amores, querendo ou não, aquele estava sendo o mais bonito e mais significativo, e eu estraguei de um modo que refletiu nele estragando, de fato, tudo... Eu quis morrer... Quis e não porque eu estava o adorando demais e ele havia quebrado as minhas pernas, mas porque ouvi que eu era "desligada, louca, ciumenta, infantil" e isso me fazia ter a sensação de que eu era um monstro desses que a arte moderna é capaz de inventar.

Devo dizer que depois de ouvir tudo que eu ouvi, e de ter sido baqueada pelo primeiro término por insuficiência, incapacidade ou sei lá qual nome se dá a essa sensação/ocasião, eu lidei pela primeira vez com aquilo que chamam de se adaptar ao outro, de viver intensamente o início de uma relação com uma pessoa que você não conhece e sabe menos do que deveria saber para concluir que a entrega é realmente uma benfeitoria. Não foi, obviamente. Eu sofri por um estranho, mais do que isso, hoje eu não me reconheço nesse filme, talvez o que tudo isso me agregou como garota, como mulher, em todos os aspectos, sejam relacionamentos, carreira ou estudos me fazem olhar para essa história como uma estranha e não realmente o que eu sou. Eu me vejo como uma garota que acreditava ser grande para seu campo de visão, mas na realidade era tão pequena quanto essa visãozinha. Não gosto muito desse verbo, mas "explanei", rejuvenesci e acredito hoje que isso se faz quando você se permite olhar o ponto de vista do outro e acatar, ou não, pra sua vida... Vou morrer te achando um idiota por justificar o término de um modo muito irrepresentável, mais do que a minha capacidade de saber que não se mata aula por amor, que não se mendiga atenção, que não se conversa com quem não quer conversar...

Hoje, posso dizer com autonomia sob o quanto um pseudo amor de menos de meia estação me fez crescer e enchergar o quanto é fundamental criar prioridades e não esquecê-las quando as emoções borboletam o estômago. Não é posteriorizar os sentimentos, é saber se adequar até aonde for possível, pra que não atrapalhe o resto. Devo dizer que continuo me adaptando as pessoas e como todo mundo, mostrando meus melhores defeitos e qualidades. Somos todos irreversíveis e os melhores, nisso de emoldurar a melhor parte de si para se dizer no mundo.

Bem... Quando eu comecei a escrever, não era isso que eu ia dizer, mas já desabafei e sei que isso irá repercurtir no inbox do facebook, mas devo dizer que mais do que te conhecer e junto disso conhecer uma galera totalmente diferente de mim em alguns, muitos aspectos, eu fiquei desconfigurada para me adaptar com o novo e tenho certeza que toda postura de lady que eu tive com você, não tive com o resto, talvez de algum modo sim, mas por ser atípica demais praquilo. Eu amo o meu oposto e não sei lidar com ele. Talvez eu saiba mas eu tenho tanto medo de me dizer, seja editando ou não, que eu chego a achar que isso é um desafio daqueles que não se sabe sequer por onde começar. Vou dizer, me encantei dia desses por um desses novos que me apareceu e eu não soube lidar com ele, não sabia sequer como flertar com ele, caiu no esquecimento porque eu simplesmente não sabia conversar com uma pessoa que curte coisas que sequer sei dizer o que são... Eu desfaleci, descompassei... Esqueci... E sinto tanto por ter acabado.

Hei de vencer no ramo e no mínimo conquistar pessoas pra vida inteira nele.

(Ufa, gorfei.)


domingo, 27 de janeiro de 2013

Hostilidade feminina (masculina também)

"Muita gente tem forma mas não tem conteúdo nenhum."

Não vou negar que eu tenho um blogroll recheado de futilidade do tipo que indica um kit de sombra legal, uma peça de roupa tendência e fala de relacionamentos de modo geral, defende as causas gays e o peso da Adele. E o que resta? Eu gosto muito de ler todas as futilidades dos blogs destinados à adolescência feminina porque se sentir bem é o que vem antes de fazer bem ao próximo. É preciso se sentir auto-confiante pra ajudar quem precisa, e desta vez eu venho pra criticar uma classe que esqueceu desse depois, estatizou no bem próprio e se tornou fútil.

Gosto de me imaginar ryca, usando dos perfumes mais caros e marcas das mais phynas, qualquer mulher gosta, qualquer homem gosta de mulher assim, aliás eu acho que se sentir "absoluta" consigo é a melhor das dádivas femininas, atrai um mundo like a conto de fadas, sinônimo de sonho-de-toda-mulher, mas eu venho me perguntando cadê o conteúdo, cadê o ônus, cadê o diferencial de ser A Mulher? Cadê o diferencial das grandes blogueiras que se sustentam com seus blogs, são convidadas para as melhores festas e ganham mulherzices de marcas famosas todos os dias? É uma questão, um ponto, mais do que isso, um universo a se pensar.

Quando eu falo que é esse o sonho mais simples de toda mulher, eu consigo enchergar que se trata de uma busca por um sonho feminino em comum e que a intenção é abstrair os problemas do mundo lá fora, aquela velha distração necessária de toda conturbação que grandes mulheres sofrem, mas crescer vendo o sol nascer com glitter é pequeno e já faz das pequenas mulherzinhas buscarem apenas pelo melhor rímel, pela roupa que deixam os seios mais bonitos ou a bunda mais empinada. Tá faltando o humanismo, aquele que cobre qualquer look de de ahazar. Tá faltando a responsabilidade social, aquela que deixa por baixo qualquer batom que aumenta os lábios.

Sou tão fútil quanto algumas mulheres por aí, luto pelo meu closet e pelo poder de estourar cartões de crédito de vez em quando, mas jamais quero perder a minha sensação de praticar o bem sem olhar a quem, aquilo que escrevi outro dia sob a filosofia do "bom dia ao cobrador do ônibus".

Mulheres: Menos futilidade, a vida não gira apenas em torno da capacidade de estarmos sempre esbeltas em cima de um Louboutin, a nossa vida começa a ser regida humanamente quando você não desvia de um necessitado por nojo mas se aproxima por condolência.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

"A gente tem o que merece"

Foi com essa frase depois de uma sequência de elogios de um novo amigo que fiz pelos encontros da vida, que eu tive um estalo de pauta pra hoje: O que a gente tem merecido receber das pessoas? Penso com relação a todos os apetrechos vitais que nos envolvem.

Eu olho pra mim quando eu concluo esse primeiro parágrafo e talvez eu até tenha uma breve previsão do que eu talvez mereça dessas pessoas que me envolvo direta e/ou indiretamente e mais talvez ainda, eu acho que eu não sou tudo que deveria ser, tenho muito a aprender com algumas pessoas que me rodeiam e me enchem de orgulho por serem tão bonitas. As vezes, até acho que sou melhor fora de casa do que dentro e eu sei que isso deve ser mudado urgentemente, minha casa é meu porto seguro e é dentro dela que eu tenho a maior estabilidade de amor e compreensão. Me sinto pequena e sei que muita gente é tão pequeno quanto eu, quando falo de valores fraternais... De todo modo, que esse seja o primeiro ponto a se pensar.

Aquele lugar que fazemos questão de ceder no ônibus quando tem uma pessoa mais velha que a gente, aquela bondade que fazemos sem sequer estarmos sentados no banco reservado pra classe prioritária ou nem prioritária, que cedemos por livro e espontânea educação. Aquele "bom dia" que a gente dá pro cobrador, pro frentista, pro porteiro, pro chefe. O que nós merecemos não fica só no reconhecimento que nos dão, fica na sensação de boa ação que eleva o ego em milímetros acima do abismo espiritual. Gosto de acreditar que as boas ações fazem parte do caminho mais fácil pra merecer um elogio que abstrai um dia chuvoso, uma briga com a namorada ou a falta de dinheiro, aliás, muito além da conquista de bens materiais, gosto muito de acreditar que nossas almas precisam muito mais de benfeitorias com entes estranhos ou queridos pra adquirir riqueza espiritual. O mais legal é saber que nós estamos vulneráveis a sermos surpreendidos numa dessas "caridades" e então concluir colhendo o que plantamos (e o raciocínio do texto).

Faço questão de destacar que mais do que qualquer gosto musical refinado ou qualquer luta em pról de uma causa social, é importante que você saiba sorrir e praticar o bem sem olhar a quem, sem perguntar por quê, de olhos fechados e coração aberto... O mundo tá cheio de gente que quer ser visto mas não quer se enxergar, não sejamos tão medíocres quanto estes.

Pra completar... Jamais se esqueça de que antes de tudo você é a sua melhor companhia e terá de você mesmo, apenas o que merecer.

Au revoir.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Estranhos

"Foi o nosso primeiro momento a sós e nós não tinhamos o que dizer um ao outro. Eu estava aflita buscando um assunto qualquer, até lembrar que eu já sabia que você não era o mesmo de uns tempos pra cá, era o basta pra não me forçar a pensar em um assunto sequer, eu sabia que o assunto calharia  com o passar das pessoas na rua e que uma hora o silêncio te afligiria e você falaria do tempo chuvoso como aquelas conversas de estranhos dentro de um elevador.

Você não é estranho, eu não sou estranha, e todo o assunto que nós tivemos no primeiro dia em que conversamos caíram no esquecimento com a sensação estranha de estarmos só nos dois, sem ninguém perto pra desviar a atenção do que já foi dito até aqui. Eu estou na defensiva para com um sentimento que eu não sei se pode me pertencer, e você? Está na defensiva também? Eu sei que está, mas tá estranho e eu não queria que estivesse assim.

Eu vou optar pela nossa diferença gritante de gostos e vivências pra acreditar que os dias que eu venho pensando e lembrando de você, realmente devem ser esquecidos com a ajuda do tempo e ligados no foda-se que eu declarei pro mundo, mas não declarei pra mim. Sabe, eu tenho pensado em você, lembrado de você, e eu sei que depois de ter aderido essa prática, eu tomei algumas habilidades que não eram minhas e agora já sao muito minhas, uma delas são os muros da cidade - e você já deve supor o porquê.

Se eu ceder, você cede. Se você ceder, eu cedo. E assim caminha a humanidade... Aliás, eu diria que a nossa cautela não nos permite caminhar, nem desfazer os passos dados. Eu gosto dessa sensação interrogativa e eufórica que eu sei que não sairá do meu coração tão cedo, assim como eu sei que não sairá do seu também... E você... Você também gosta de tudo isso?"



O que você não pode, eu não vou te pedir
O que você não quer, eu não quero insistir
Diga a verdade, doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Exorcismo e reticências

O final de semana é o mesmo desde o início de o ano, só que a diferença é de que foi o primeiro realmente tranquilo e ajeitado.

De repente, você volta a se sentir tranquila com relação ao universo que se move mais loucamente do que um boneco de posto ou um trio elétrico. É bom, é apaziguador, te permite pensar com mais frieza nas situações e calcular os passos a serem dados. Quando eu começo a ficar agitada, louca, perdida, triste, emotiva, eu percebo que eu não consigo me apresentar pras pessoas, eu me afasto de todo mundo e fico enclausurada no mesmo marasmo que mencionei no texto anterior.

Eu começo a rir quando eu lembro da última terça-feira (gravem o bordão "terça-feira" é o dia da análise, me sinto mais confortável chamando de "terça-feira" do que de terapia, análise e essas coisas), na real, terça-feira já está aí e eu acho que foi a primeira que eu mais guardei todas as coisas ditas e consegui colocar em prática. É a sensação de vencer o primeiro round, que me deixa feliz.

Todas as vezes que eu abro essa página pra dizer pro mundo o que eu sinto e escrever algo que cative as pessoas que gostam de vir aqui me visitar, eu lembro que eu não sei o que eu vou dizer e aí eu digo nada sobre nada, mas as vezes, desses nadas, eu sei que torna-se identificável o que eu sou, o que eu venho sendo, e eu quero no mínimo daqui há alguns meses tirar essa impressão vazia dos meus textos. Aliás, acho que isso só vai sair de mim quando eu aprender a ver mais filmes e anotar os assuntos, afinal os surtos de assunto acontecem como os espirros. Quem dera desse pra guardar em um potinho, toda vez.

Só o fato de estar aqui hoje, agora, já me deixa feliz... Espero voltar amanhã com uma pauta interessante, nem que eu tenha que guardar esse espirro em um pote.



Eu sei que quando você decide encontrar um amor pra viver os clichês que grandes amores vivem, você não encontra... É como procurar algo que está na sua frente mas você só encontra quando já não precisa mais. Eu sei que desejar um rapaz nobre, de boa índole, bons costumes, que pense como eu, é mais do que procurar algo que se está bem na ponta do nariz, é procurar algo que só existe nos seriados, mas se por algum acaso, alguém aí souber de um moço desses, me manda o telefone? A recompensa é gorda, porque a esperança tá enorme e não tá fácil contê-la :(


Namastê.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Eu preciso acontecer

Foi na terapia semanal que me fez pausar o mundo por alguns instantes e eu tomei aquele choque de realidade, aquele choque de desfribilador mesmo.

"Oi, quem sou eu? Quais são os meus sonhos? O que eu gosto? O que eu detesto?"

Eu sempre achei normal isso de viver da ausência de objetivos, planos, metas, sonhos. Era como se essas coisas nunca tivessem feito parte de mim. Até descobrir que nem meus problemas eu sabia quais eram, porque os problemas que poderiam ser meus, na realidade eram dos outros. E aí, eu suspirei, pensei, repensei e eu não descobri quem era a Gabriela, o que ela temia e o que ela amava, aliás continuo não sabendo nada disso.

Não tenho compartilhado nada aqui porque cai numa masmorra de falta de criatividade, disposição e crises bipolares (embora essa história de bipolaridade seja metafórica), e nos últimos instantes parei pra refletir sobre mim, me permiti deitar em um divã e desabafar para mim mesma, anotei a criticidade da paciente e descobri que o método de me conhecer poderia ser voltando a este velho blog que aqui reside, para me dizer tudo que eu preciso saber, já que dele eu falei no primeiro dia de aula da faculdade (e a Mari não esquece de me lembrar o quão ridícula eu sou por isso).

Quero voltar pra cá.

Preciso voltar pra cá e me dizer tanto o que eu preciso ouvir. Os primeiros passos são planejar/listar o que eu preciso pra voltar a gabipolarizar com foco e determinação.

Será que eu consigo?

"Ajuda, Deus, mim ajuda... Esse foi o meu primeiro sonho..."